quarta-feira, 31 de março de 2010

Bairro Social Francisco Simões

Em 1958 foi fundado pelo Benemérito Francisco Simões, natural de Joane, o Centro de Assistência Social Francisco Simões, instituição criada com o objectivo de construir uma «obra de assistência que é caracterizada por moradias para classes pobres», conforme consta da primeira acta da referida instituição.
Vulgarmente designada Bairro Social Francisco Simões, esta instituição tem na sua génese uma vocação assistencial, contando na sua fundação com importantes personalidades da época, tais como Álvaro Folhadela Marques, Nuno Simões, Artur Cupertino de Miranda, José Carlos Barbosa, Eduardo de Arantes Oliveira.
Em 1982, o Centro de Assistência Social Francisco Simões doou o seu património à Junta de Freguesia de Joane, passando esta entidade a ser proprietária e gestora do denominado Bairro Social Francisco Simões. Ao longo destes cinquenta anos, neste complexo social de habitações têm-se verificado algumas alterações ao nível da estrutura das habitações, comportadas quer pela entidade proprietária, quer pelos próprios moradores. No entanto, observam-se neste complexo habitacional múltiplas insuficiências ao nível do conforto das habitações, ao nível do apoio social, ao nível do planeamento e das infra-estruturas de apoio social e de lazer, podendo ser melhorado ao longo do tempo, adaptando-se às circunstâncias, na melhoria da qualidade de vida dos moradores.

terça-feira, 2 de março de 2010

Padre Domingos Vieira

Nasceu a 13 de Julho de 1931, na vila de Brito, porém, a sua infância foi na vila de Joane no seio duma família de agricultores em Vila Boa.
Recebeu a ordenação presbítero a 14 de Julho de 1957 e poucos dias depois, fez a sua apresentação (Missa Nova) à paróquia de Joane.
Iniciou a actividade pastoral em Moreira de Rei, Fafe, em Setembro do mesmo ano. A partir de 13 de Setembro de 1958, foi sucessivamente pároco de Santiago de Sabariz e Geme, S. Pedro de Valbom e Lanhas, Vila Verde. Desde Agosto de 1987 foi pároco de Vila Nova de Sande, tendo assumido também a paroquia de S. Paio de Figueiredo a 27 de Agosto de 1992.
Poucos dias após uma intervenção cirúrgica, faleceu a 27 de Janeiro de 2010.
O funeral realizou-se no dia seguinte naquela freguesia de Vila Nova de Sande, onde ficou sepultado.

Casa de Vila Boa.

Casa em L de dois pisos e com coberturas diferenciadas em telhado de quatro águas. O seu aspecto actual é do séc. XVIII, embora aindamantenha o corpo da escadaria com a traça do edifício anterior. Estilo arquitectónico civil privada, barroca. É constituída por dois corpos ligados em ângulo recto.
O edifício foi adquirido em 1682 pela família que o conserva até hoje.
Conhecida como casa do Coronel, foi classificada como edifício de Valor Concelhio pelo Dec. nº 129/77, DR 226 de 29 Setembro 1977.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Monsenhor José Maria Lima de Carvalho Bodas de Ouro Sacerdotais

Há cinquenta anos atrás, a 16 de Agosto, na velha igreja paroquial de Joane o jovem sacerdote fazia a sua apresentação à comunidade com a Missa Nova.
Ordenado a 15 de Agosto de 1959, na Sé Primaz de Braga, Monsenhor José Maria Lima de Carvalho celebrou as suas Bodas de Ouro Sacerdotais no passado dia 15 de Agosto de 2009, solenidade da Assunção de Nossa Senhora, na igreja da Colegiada da Oliveira, em Guimarães.
A direcção do Lar de Santa Estefânia, comissão organizadora da celebração das Bodas de Ouro Sacerdotais lançou uma medalha comemorativa do Jubileu Sacerdotal.
Ao fim da tarde do dia 14 de Agosto, Monsenhor José Maria descerrou uma lápide no edifício do Centro Pastoral, evocativa dos seus 50 anos de sacerdote.
O dia 15 de Agosto de 2009 foi de festa na cidade de Guimarães e, muito especialmente, na paróquia de Nossa Senhora da Oliveira.
O jovem Padre Mário Rui Oliveira, conterrâneo do Monsenhor, a exercer o seu múnus sacerdotal na Cúria Romana, foi portador e porta-voz da Bênção Apostólica de Sua Santidade o Papa Bento XVI para Monsenhor José Maria Lima de Carvalho.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Igreja velha de Joane antes de ser destruída.

Igreja velha de Joane antes de 11 de Março de 1978
Na madrugada de 11 de Março de 1978, quando as máquinas avançaram sobre as paredes da igreja paroquial, reduzindo-a a um amontoado de destroços e pó, um coro de protestos e de vozes indignadas soou por todo o país. Ninguém compreendia, e muito menos aceitava, que fosse possível destruir uma igreja românica, cuja antiguidade ultrapassava a da própria nacionalidade portuguesa, e que dois frescos, classificados como imóveis de interesse público, fossem destruído e deitado ao lixo.
Localizados na nave norte por detrás do altar da Santíssima Trindade, tais pinturas surgia com a primitiva edificação ocorrida entre os séculos XI e XII.
A Igreja Velha de Joane era um templo constituído por duas naves, separadas por uma arcaria travada transversalmente na zona dos altares-mores por uma outra arcaria, e guarnecida com dependências anexas a nascente e a norte.
A igreja velha apresentava elementos arquitectónicos de características muito diversas, referentes a períodos diferentes e sinas de profundas alterações.
A primitiva igreja, seria uma só nave, com abside da qual à data da demolição não havia vestígios, correspondendo à nave norte.
Um templo simples, conventual ou paroquial, de planta basilical simples, com paredes de granito, cobertura em telha sobre estrutura de madeira, decoração reduzida.
A verdade é só uma; a bela velha igreja foi demolida e o que resta é uma torre que está a precisar de restauro e um jogo de culpas que rodopia em torno do poder eclesiástico.
Quem confiara poderes a essa comissão de cidadãos que ninguém elegeu e quem é que eles, consultaram antes de tomar a decisão?

A Torre da antiga Igreja. Uma sobrevivente que resiste de pé, lado a lado da Igreja nova.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Património Joanense, destruído por gente sem escrúpulos!









Bernardino Machado, viveu em Joane

Bernardino Luís Machado Guimarães, nasceu no rio de Janeiro, em 28 de Março de 1851, tendo optado pela nacionalidade portuguesa logo que atingiu a maioridade. A família de Bernardino Machado regressa a Portugal em 1860, estabelece residência na freguesia de S. Salvador de Joane (Concelho de Vila Nova de Famalicão). Instala-se na Casa da Torre de Cima, e, posteriormente, transfere moradia para o centro da vila.
Formou-se em filosofia na Universidade de Coimbra, sendo um aluno brilhante, que por várias vezes foram atribuídos prémios académicos. Em 1879 iniciou a sua vida como professor catedrático na Universidade de Coimbra, profissão que se dedicou vários anos. A dedicação à instrução pública não se manifestou apenas na forma como desempenhou o lugar de professor, reflectido-se no papel activo como político e nos esforços que desenvolveu relativamente ao ensino e na legislação de carácter educacional e instrutivo. Bernardino Machado filiou-se no Partido Regenerador, integrado, no qual foi eleito deputado em 1882, pelo circulo de Lamego, tendo o seu papel como parlamentar se destacado na instrução pública. Três anos mais tarde fez parte do ministério presidido por Hintze Ribeiro, ocupando a pasta das Obras Públicas, não se esquecendo da instrução tendo criado mais escolas industriais. Notória foi a sua acção no campo laboral, no que se refere ao trabalho das mulheres e menores nas fábricas, às bolsas de trabalho e à criação do primeiro Tribunal do Trabalho, o Tribunal dos Árbitros Avindores. Depois desta passagem pela política faz uma pausa na sua actividade política regressando ao ensino na Universidade de Coimbra regendo a cadeira de Antropologia, sendo ainda eleito presidente do Instituto de Coimbra e criado um importante museu. O espirito revolucionário e democrático de Bernardino Machado não o deixou por muito tempo arredado das lides políticas. Os seus ideais progressistas acabaram por lhe impor um corte com o Partido Regenerador e a declarar-se republicano. Pouco tempo depois tornou-se um dos membros mais destacados e influentes do novo Partido Republicano, tendo sido eleito presidente do directório em 1902. A sua posição de poder como era na Universidade, por outro lado os seus ideais democráticos e republicanos contrários ao regime, haviam de lhe trazer dissabores. Foi aquando da greve académica de 1907, durante a qual Bernardino Machado se colocou ao lado dos estudantes protegendo-os e animando-os à luta, posição que lhe valeu ter de resignar ao seu lugar de lente na Universidade. Com o seu aparecimento Bernardino Machado passou a ter um papel mais destacado na política nacional. No governo provisório integrou a pasta dos Negócios Estrangeiros, tendo sido fundamental a sua acção diplomática para o rápido reconhecimento da República nos diversos países. Em 1911 foi deputado à Assembleia Constituinte, membro do primeiro Senado da República, Presidente do Ministério e Ministro do Interior em 1914. Ministro de Portugal no Rio de Janeiro e mais tarde embaixador. 1915 foi o ano em que foi eleito Presidente da República, cargo que ocupou até à vitória do movimento sidronista, em 1917. 1925 foi de novo Chefe de Estado e igualmente deposto pelo golpe do 28 de Maio, altura que partiu para exílio donde só regressou em 1940, aquando da invasão da França, durante a 2ª Guerra Mundial. Homem que nunca usou da política para se servir a si próprio, que pela fidelidade que sempre teve aos ideais que defendia se viu arredado do ensino, porque era coerente e honesto e não bajulador. Recusou cargos como o de Reitor da Universidade para qual foi convidado várias vezes.